Capacidade de Produção
de Farinha de Trigo e Farelo de Trigo

Capacidade de Produção de Farinha de Trigo e Farelo de Trigo A actividade operacional do projecto já teve início, prevendo-se a laboração durante 12 meses, ao longo do Ano 0.

Esta actividade estará essencialmente vocacionada para a moagem de trigo, tendo em vista a obtenção da farinha de trigo e o farelo da farinha de trigo.

A matéria-prima a consumir na produção terá origem em países terceiros, uma vez que não existe oferta nacional de trigo para abastecimento do projecto, podendo ser importada da União Europeia, Turquia, E.U.A., Rússia, ou outros países, consoante as qualidades e os melhores preços do mercado.

A capacidade de produção nominal do projecto, é de 269 toneladas de farinha de trigo por turno (8 horas), e de 115 toneladas de farelo de farinha de trigo por turno (8 horas), estimando-se que a produção nominal de farinha de trigo e de farelo, seja utilizada em 35% no Ano 0 do projecto, e seja incrementada para 70% no Ano 1, 75% no Ano 2, 80% no Ano 3, e 90% no Ano 4 (e anos seguintes) do projecto industrial.

Para além destes pressupostos, prevê-se que a empresa labore a um turno no Ano 0, a 1,5 turnos no Ano 1, a 2,5 turnos no Ano 2, e a 3 turnos de produção a partir do Ano 3.

As projecções do negócio estão baseadas na venda de farinha de trigo e farelo de farinha de trigo, não tendo sido estimadas outras receitas de vendas de outros produtos, ou mercadorias para além destes.

O projecto estará dotado de técnicos qualificados, bem como de uma gestão atenta às possibilidades de diversificação industrial, promovendo a riqueza.

A paragem da unidade, para efeitos de manutenção industrial, realizar-se-á nos períodos de menor actividade (tempos mortos), para evitar perdas de produção, e de rentabilidade do negócio.

PLANO DE EXPLORAÇÃO

Preços dos Produtos Para efeitos de construção das projecções do valor da produção anual, consideraramse os preços que se encontram discriminados no quadro a seguir, equivalentes a 500,81 USD / ton. de farinha de trigo, e 227,64 USD /ton. de farelo de trigo, ao câmbio de referência considerado nos pressupostos.

A determinação dos proveitos gerados pela actividade do projecto, está dependente dos preços de venda, que, por razões de mercado e de prudência, considerámos inalterável ao longo do período da projecção, encontrando-se também dependente das quantidades a produzir e comercializar. Convirá referir ainda, que os preços de venda que foram identificados anteriormente e serviram de base ao presente estudo, tiveram em conta os preços praticados
actualmente pelo mercado.

As quantidades a produzir e já identificadas anteriormente, também são caracterizadas por previsões cautelosas e realistas.

Projecções do Volume de Negócios
Previamente, convirá referir que no domínio dos stocks de matérias-primas, subsidiárias e de consumo, e de produto acabado, trabalhámos com uma imobilização em stock de, respectivamente, 60 e 7 dias, face às circunstâncias actuais, garantindo
assim a continuidade da produção e o abastecimento do mercado.

Este pressuposto foi considerado, devido às características dos produtos em causa, podendo a sociedade vir a adoptar uma política de estocagem distinta desta. De qualquer modo, será contraproducente a sua ampliação para prazos muito dilatados, uma vez que há necessidade de se manter um equilíbrio entre a capacidade de resposta ao mercado e o nível de custos de Conclui-se das projecções realizadas, que o valor da produção anual, no ano 0 ascende a mais de 16 milhões de Dólares Norte Americanos, para no ano 1 crescer para 49 Milhões de Dólares Norte Americanos, podendo atingir valores superiores a 132 milhões de Dólares Norte Americanos a partir do Ano 4 do projecto.

 

Custo Directo das
Matérias- Primas e Subsidiárias Consumidas

Industria

Neste caso, devemos considerar todos os custos associados directamente à produção, isto é, o custo de aquisição do trigo, das embalagens, e os custos de impressão da marca, suportados durante o desenvolvimento das operações de transformação e

acabamento e embalagem, tendo-se considerado os valores de referência, facultados pelos promotores, que se detalham no quadro a seguir representado. Os consumos foram calculados tendo por base os  pressupostos discriminados no quadro seguinte, como podemos observar:

Fornecimentos e Serviços de Terceiros

A implementação do projecto, implicará também outros custos, nomeadamente os
custos com fornecimentos e serviços de terceiros. A estrutura de custos com os fornecimentos e serviços de terceiros, apresenta-se no quadro a seguir:

Custos
com Pessoal

Encargos com o Pessoal

número de trabalhadores necessários à prossecução dos objectivos do projecto,
varia anualmente, em função do número de turnos em actividade, sendo que no Ano 0
se encontra prevista a laboração a um turno, que ocupará um total de 99
trabalhadores, e a partir do Ano 3, a laboração a 3 turnos que ocupará um total de 190 trabalhadores.
Os custos com pessoal, incluídas as remunerações, as regalias sociais em vigor (Subsídio de Alimentação e de Transporte) e respectivos encargos anuais, encontramse espelhados no quadro a seguir: Com este projecto, temos a criação de um total de 99 postos de trabalho no Ano 0,
sendo importante referir que os candidatos preferenciais para a ocupação dos referidos postos, são os candidatos com maior formação e experiência no sector. Estamos perante salários, com encargos anuais baseados em 14 meses, e com a  previsão de 11% para encargos sociais; os encargos globais com o pessoal atingem no
Ano 3, o montante de 2.528.983 USD, sendo que o salário médio rondará 11.392 USD / ano, por trabalhador, no ano de cruzeiro. O número de postos de trabalho a afectar ao projecto, evoluirá naturalmente, de acordo com as exigências do mercado, e as flutuações da produção.

Amortizações do Imobilizado

As amortizações do activo incorpóreo e corpóreo, a suportar por via da
implementação do projecto, são as que se discriminam a seguir, tendo como método de cálculo as quotas constantes e tendo por base as taxas constantes da legislação em vigor; para efeitos de relevação das amortizações, onsiderou-se o ano 1, como o primeiro ano completo de amortização dos bens de investimento.

Demonstração de Resultados

Previsional Em face do modelo de gestão do negócio, dos investimentos previstos, da estrutura  de financiamento, bem como dos proveitos e custos operacionais já  projectados, podemos obter a conta de exploração do projecto, e consequentemente, os  resultados líquidos, a contribuição para o OGE sob a forma de impostos, e os meios libertos e outros indicadores de rentabilidade.

O projecto oferece uma segurança considerada boa, com resultados positivos a partir do ano 0, os quais ao longo do tempo assumem uma tendência crescente. Os meios libertos – resultados líquidos + amortizações + provisões – obtidos no ano 0, são positivos, sendo que nos anos subsequentes assumem uma trajectória de  crescimento, atingindo níveis ainda mais relevantes. 

Os Cash-Flows constituem um elemento decisivo na análise financeira, pois a gestão destes fundos, numa óptica de tesouraria, são factor chave para a tomada de decisões 
estratégicas, permitindo o auto - financiamento e a distribuição de dividendos.

Vejamos a determinação do lucro líquido anual e o valor dos meios libertos, a seguir:

Evolução dos Saldos de Tesouraria anuais do projecto
Como podemos constatar, o EBITDA (sigla de “Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization”), que significa "Lucros antes de juros, impostos,
depreciação e amortização", em português, é positivo em qualquer um dos anos do projecto, embora baixo no Ano 0, como é compreensível, e apresenta uma evolução anual crescente ao longo do período da projecção, sintoma da capacidade do projecto para a libertação de meios.

 Mapa dos Cash - Flows
Face aos fluxos que integram as contas de exploração, os cash-flows anuais são os que se indicam a seguir, sendo que os recebimentos se processam a 15 dias da data da facturação, e os pagamentos se processam a trinta dias.

O cash-flow de exploração surge negativo no ano 0, e positivo a partir do ano um (Ano 1), atingindo níveis bastante confortáveis a partir daqui, o que reflecte a saúde económica e financeira do projecto de produção de farinha e farelo de trigo, que agora